Com foco na expansão de cobertura para regiões desassistidas, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou a participação de oito empresas na licitação para uso das subfaixas de 700 MHz. O certame busca levar sinal de celular para áreas rurais, estradas e localidades afastadas.
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) realizou, nesta quarta-feira (15), em Brasília, a sessão de recebimento das propostas para o leilão das subfaixas de 700 MHz, destinadas à prestação de serviços de telefonia móvel. Oito prestadoras apresentaram suas propostas e documentos para o certame, que terá sua próxima etapa no dia 30 de abril.
As empresas que demonstraram interesse e entregaram as propostas são: Amazônia Serviços Digitais, Brisanet, Claro, IEZ! Telecom, MHNet, Telefônica, Tim e Unifique. Durante a sessão, foram entregues simultaneamente os documentos de identificação, regularidade fiscal, propostas de preço e garantias de manutenção.
Objetivo: Conectividade em Áreas Remotas e Rodovias
Diferente de modelos anteriores, o novo leilão de radiofrequências adota uma abordagem não arrecadatória, priorizando a expansão da infraestrutura. Ele possui blocos divididos por regiões do país com o objetivo principal de levar sinal de celular para áreas rurais, estradas e regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.
Vinicius Caram, presidente da Comissão Especial de Licitação (CEL), enfatizou o alcance social do edital. “O que nós temos previsto neste leilão é um modelo não arrecadatório para trazer expansão da conectividade para o Brasil, atendendo mais de 800 novas localidades desassistidas e quase 7.000 km de rodovias federais”, afirmou Caram.
A relevância estratégica para a integração nacional e o desenvolvimento econômico foi destacada pelo conselheiro Edson Holanda. “A intenção é cobrir 26% da malha rodoviária federal, o que permite o rastreamento de toda a frota terrestre do país, trazendo segurança pública e desenvolvimento econômico para os corredores logísticos”, pontuou Holanda.
Renovação da Confiança e Compromisso
O conselheiro Octavio Pieranti ressaltou a importância do evento como um sinal de fortalecimento do diálogo entre o órgão regulador e o mercado. “É um momento de renovação da confiança de que as prestadoras estão prontas para avançar na conectividade significativa e na garantia de direitos, reafirmando que confiamos no país e no bem comum”, declarou Pieranti.
Já o conselheiro Nilo Pasquali relembrou o histórico da faixa de 700 MHz e manifestou otimismo quanto à concretização dos objetivos. “Essa é a nossa segunda tentativa e eu tenho certeza de que dessa vez vai dar certo; vamos conseguir ter vários compromissos sendo cumpridos e expandir mais ainda o celular pelo Brasil”, disse Pasquali.
Próximas Etapas do Processo Licitatório
Vinicius Caram reafirmou o alinhamento do processo com as diretrizes governamentais. “Reafirmamos que este certame está plenamente alinhado às políticas públicas do Governo Federal, às deliberações da Anatel e ao controle externo exercido pelo TCU, garantindo segurança jurídica, transparência e efetividade na execução dos compromissos assumidos”, destacou.
A continuidade do processo licitatório está agendada para o dia 30 de abril de 2026, às 10h, no Espaço Cultural Renato Guerreiro, na sede da Anatel, em Brasília. A sessão será aberta, com análise e julgamento das propostas de preço, e contará com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Anatel no YouTube.
O vídeo com a íntegra da sessão de recebimento das propostas está disponível online, e a ata do evento pode ser consultada na seção de conteúdo relacionado.
Impacto regulatório e o que observar
Este leilão das subfaixas de 700 MHz, conduzido pela Anatel, impacta diretamente as empresas de telecomunicações que participam do certame, sendo oito prestadoras já identificadas. Para essas empresas, há um impacto regulatório direto, pois a licitação define as condições para a aquisição e uso dessas frequências para a prestação de serviços de telefonia móvel.
O modelo não arrecadatório e focado em compromissos de infraestrutura exige das prestadoras vencedoras ações práticas de investimento e expansão de rede em áreas rurais, rodovias e localidades desassistidas. O não cumprimento desses compromissos pode gerar riscos de não conformidade com as obrigações regulatórias impostas pelo edital.
Para o mercado de telecomunicações em geral, e para a população, a notícia indica um acompanhamento das etapas futuras e dos resultados, especialmente a sessão de 30 de abril de 2026, que definirá as vencedoras. Embora não haja impacto regulatório direto para empresas não participantes ou para o público, o avanço do leilão é um indicativo do futuro da conectividade no Brasil, com potencial de aumentar o acesso à telefonia móvel em regiões atualmente carentes. O processo é balizado pela Anatel e pelo TCU, garantindo a segurança jurídica e a transparência.
Da Redação
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Fonte: ANATEL









